quinta-feira, 30 de julho de 2009

A vida como uma farsa.


Você já parou em algum momento para pensar sobre a sua vida e sentiu como se ela fosse uma farsa? Como se tudo ao seu redor – amigos, gestos, família, personalidade, caráter – fosse produto do meio? Ou pior, que tudo aquilo que você faz não passa de tarefas mecânicas que você só realiza para corresponder a algo? Pois hoje me sinto assim, sem entender sequer uma palavra de um texto que estou lendo e mal sabendo colocar as palavras nesse que aqui escrevo. A sensação que tenho é como se as pessoas me definissem de uma forma diferente daquilo que sou verdadeiramente. Uns dizem que sou assim, mas acredito que sou de outro jeito... Penso que consigo disfarçar muitas imperfeições, mas aquelas que acho que ninguém percebe são justamente as que todos olham. Insegurança, ansiedade, perfeccionismo, altruísmo, descontrole emocional e interpretação pessoal: como é visto? De maneira que atrapalhe algo, ou de forma que possa estragar tudo? Ou quem sabe, solucione a maioria dos problemas?

Que momento estranho! Não era pra estar assim. Não hoje, logo após tudo o que ocorreu... Mas veio esse vento carregado de incertezas, cobranças e medo! O que vem depois desse vento estranho?

J. Pereira

“Confesso acordei achando tudo diferente; verdade acabei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante...”

terça-feira, 21 de julho de 2009

Jovens universitários: quem são? Ou melhor, quem somos?



Estava lendo algumas reportagens no site do Correio Braziliense quando uma manchete, seguida de uma foto com as cadeiras de uma escola reviradas me chamam a atenção: Universitários de todo o país deixam rastros de sujeira nas escolas públicas. A matéria foi escrita pela jornalista Erika Klingl que relata da melhor forma possível o descaso feito pelos universitários participantes do 51º Congresso da UNE com as escolas públicas de Brasília utilizadas como alojamentos. A reportagem ainda apresenta fotos de algumas das escolas onde esses universitários se alojaram. Conforme relatos, foram encontrados preservativos, drogas, garrafas de bebidas alcoólicas e muito lixo. A horta preparada e utilizada pelos estudantes de 1ª a 6ª de uma das escolas, foi o local em que alguns universitários encontraram para fazer as suas necessidades e tomar banho. Além disso, os funcionários de outras escolas, relataram que os universitários chegaram a tomar banhos nus no pátio da escola e fizeram consumo de drogas, constrangendo os funcionários presentes. O que mais espanta, ou melhor, nos faz questionar sobre quem são esses universitários, é saber desse tipo de atitude vinda de pessoas que dizem lutar pela causas estudantis e pela melhoria da educação no país. Com a falta de respeito demonstrada perante as escolas públicas de Brasília, que serviram como alojamento, fica claro que espécie de universitários são esses. E ainda, para completar, a Diretora de Universidades Pagas da Executiva da UNE, Débora Pereira, relata sobre a importância do congresso, “Fizemos tudo o que pudemos, mas enfrentamos problemas como todos os movimentos sociais, inclusive financeiros”, e quando questionada sobre essa falta de respeito dos universitários participantes perante as escolas públicas que os receberam, ela afirma: “Somos todos jovens”. Perdão o termo, mais essa foi de lascar! Então significa, cara colega Débora, que essa atitude é esperada dos jovens? Os jovens da UNE! Jovens universitários que dizem representar os estudantes e lutam por melhorias da educação, simplesmente tratam o ambiente escolar dessa maneira? Por favor! Há muito tempo a UNE não consegue representar os verdadeiros estudantes, e principalmente universitários desse país!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Críticas: como recebê-las?



Nada é perfeito! Todos nós sabemos, ou pelo menos deveríamos. Sabendo disso, uma hora ou outra vamos ouvir uma crítica ou nos deparar com alguém apontando (atacando) algum defeito nosso. Como ouvir e interpretar uma crítica? Quando se é perfeccionista o negócio fica um pouco mais complicado. O problema não está em ouvir a crítica, mas sim na forma como ela é dita e o momento em que isso acontece. Júnior não estava bem com algumas coisas que aconteciam na vida dele. Algumas dúvidas, uns questionamentos sem respostas, medos do futuro e problemas familiares acontecendo. Com um turbilhão de fatos ruins exigindo respostas e soluções, como se fossem um simples letreiro de hotel piscando o tempo todo: SOLUÇÃO! SOLUÇÃO! Com a cabeça a mil, eis que surge uma crítica ESCANDALOSA, que o tira dos eixos, no qual já não estava... As vezes vem uma vontade de gritar, responder palavrões e simplesmente dar as costas. Em outros momentos, por saber que felizmente (ou infelizmente) estamos numa sociedade civilizada baseada na “educação e respeito”, ouvimos e tentamos entender e responder com delicadeza. E existem situações, como essas, que a crítica e os comentários ferem de tal forma que a única vontade é chorar, desabando tudo o que está afligindo. Mas Júnior consegue manter a calma, a tranqüilidade e acima de tudo, o respeito. Mesmo sabendo que a crítica é verdadeira, o que lhe fere são as palavras, a maneira como saem da boca da pessoa que lhe ataca... Mas críticas geralmente são construtivas, pena que Júnior ainda tem certa fragilidade para ouvi-las em momentos ruins...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eita saudade!



Nossa bateu uma saudade da adolescência. Daqueles momentos em que a vida não passava apenas de problemas na escola, mudanças no corpo e a nova adaptação da personalidade. Época em que a nossa maior dor de cabeça era um trabalho de filosofia sobre o Elogio da Loucura. Período em que acreditávamos que a “namoradinha de escola” era a mulher da nossa vida. Momento em que os amigos eram sempre os braços direitos e constantes em todos os nossos atos, apoiando sempre... O tempo em que realmente descobrimos as coisas que odiamos e as que gostamos de verdade. Mas daí, vamos crescendo, conhecendo novas pessoas, entrando na universidade, tendo relacionamentos amorosos sérios e nos deparamos com os problemas dos adultos, que às vezes são tão infantis... Problemas que nos fazem arrancar os cabelos e perder completamente a paciência e cometer atitudes impensáveis. Seria bem mais divertido se pudéssemos resolver esses problemas com a mesma simplicidade que uma criança resolve se gosta ou não de algo.