quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Segredos



Tudo deve ser exposto e revelado? TUDO: opiniões, situações, sentimentos e desejos devem ser visíveis a todos? Ou podemos ter alguns segredos? Podemos observar frequentemente a vida alheia exposta na internet, jornais e revistas e aos poucos vamos considerando natural essa exposição. Como uma janela indiscreta, que observamos e deixamos com que também nos observem. Alguns dizem: "minha vida é um livro aberto". Será? Não sou do tipo de pessoa que acredita piamente nessa coisa de sinceridade plena, a ponto de declarar tudo, até os desejos e as vontades mais sórdidas. Imaginem se confesso que possuo uma vontade louca de ser serial killer? Afinal, intimamente, cada um possui segredos não revelados e que devem ser deixados assim...

P. ÇAO

“A grande idéia básica de que o mundo não deve ser visto como um complexo de objetos completamente acabados, mas sim como um complexo de processos, no qual objetos aparentemente estáveis, nada menos do que suas imagens em nossas cabeças (nossos conceitos), estão em incessante processo de transformação...
Aos olhos da filosofia dialética, nada é estabelecido por todos os tempos, nada é absoluto ou sagrado. Vê-se em tudo a marca do declínio inevitável; nada resiste exceto o contínuo processo de formação e destruição, a ascensão interminável do inferior para o superior – um processo do qual a filosofia não passa de uma simples reflexão no cérebro pensante”. FRIEDRICH ENGELS, Ludwig Fuerbach (VYGOTSKY, 1984, p.159)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A vida como uma farsa.


Você já parou em algum momento para pensar sobre a sua vida e sentiu como se ela fosse uma farsa? Como se tudo ao seu redor – amigos, gestos, família, personalidade, caráter – fosse produto do meio? Ou pior, que tudo aquilo que você faz não passa de tarefas mecânicas que você só realiza para corresponder a algo? Pois hoje me sinto assim, sem entender sequer uma palavra de um texto que estou lendo e mal sabendo colocar as palavras nesse que aqui escrevo. A sensação que tenho é como se as pessoas me definissem de uma forma diferente daquilo que sou verdadeiramente. Uns dizem que sou assim, mas acredito que sou de outro jeito... Penso que consigo disfarçar muitas imperfeições, mas aquelas que acho que ninguém percebe são justamente as que todos olham. Insegurança, ansiedade, perfeccionismo, altruísmo, descontrole emocional e interpretação pessoal: como é visto? De maneira que atrapalhe algo, ou de forma que possa estragar tudo? Ou quem sabe, solucione a maioria dos problemas?

Que momento estranho! Não era pra estar assim. Não hoje, logo após tudo o que ocorreu... Mas veio esse vento carregado de incertezas, cobranças e medo! O que vem depois desse vento estranho?

J. Pereira

“Confesso acordei achando tudo diferente; verdade acabei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante...”

terça-feira, 21 de julho de 2009

Jovens universitários: quem são? Ou melhor, quem somos?



Estava lendo algumas reportagens no site do Correio Braziliense quando uma manchete, seguida de uma foto com as cadeiras de uma escola reviradas me chamam a atenção: Universitários de todo o país deixam rastros de sujeira nas escolas públicas. A matéria foi escrita pela jornalista Erika Klingl que relata da melhor forma possível o descaso feito pelos universitários participantes do 51º Congresso da UNE com as escolas públicas de Brasília utilizadas como alojamentos. A reportagem ainda apresenta fotos de algumas das escolas onde esses universitários se alojaram. Conforme relatos, foram encontrados preservativos, drogas, garrafas de bebidas alcoólicas e muito lixo. A horta preparada e utilizada pelos estudantes de 1ª a 6ª de uma das escolas, foi o local em que alguns universitários encontraram para fazer as suas necessidades e tomar banho. Além disso, os funcionários de outras escolas, relataram que os universitários chegaram a tomar banhos nus no pátio da escola e fizeram consumo de drogas, constrangendo os funcionários presentes. O que mais espanta, ou melhor, nos faz questionar sobre quem são esses universitários, é saber desse tipo de atitude vinda de pessoas que dizem lutar pela causas estudantis e pela melhoria da educação no país. Com a falta de respeito demonstrada perante as escolas públicas de Brasília, que serviram como alojamento, fica claro que espécie de universitários são esses. E ainda, para completar, a Diretora de Universidades Pagas da Executiva da UNE, Débora Pereira, relata sobre a importância do congresso, “Fizemos tudo o que pudemos, mas enfrentamos problemas como todos os movimentos sociais, inclusive financeiros”, e quando questionada sobre essa falta de respeito dos universitários participantes perante as escolas públicas que os receberam, ela afirma: “Somos todos jovens”. Perdão o termo, mais essa foi de lascar! Então significa, cara colega Débora, que essa atitude é esperada dos jovens? Os jovens da UNE! Jovens universitários que dizem representar os estudantes e lutam por melhorias da educação, simplesmente tratam o ambiente escolar dessa maneira? Por favor! Há muito tempo a UNE não consegue representar os verdadeiros estudantes, e principalmente universitários desse país!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Críticas: como recebê-las?



Nada é perfeito! Todos nós sabemos, ou pelo menos deveríamos. Sabendo disso, uma hora ou outra vamos ouvir uma crítica ou nos deparar com alguém apontando (atacando) algum defeito nosso. Como ouvir e interpretar uma crítica? Quando se é perfeccionista o negócio fica um pouco mais complicado. O problema não está em ouvir a crítica, mas sim na forma como ela é dita e o momento em que isso acontece. Júnior não estava bem com algumas coisas que aconteciam na vida dele. Algumas dúvidas, uns questionamentos sem respostas, medos do futuro e problemas familiares acontecendo. Com um turbilhão de fatos ruins exigindo respostas e soluções, como se fossem um simples letreiro de hotel piscando o tempo todo: SOLUÇÃO! SOLUÇÃO! Com a cabeça a mil, eis que surge uma crítica ESCANDALOSA, que o tira dos eixos, no qual já não estava... As vezes vem uma vontade de gritar, responder palavrões e simplesmente dar as costas. Em outros momentos, por saber que felizmente (ou infelizmente) estamos numa sociedade civilizada baseada na “educação e respeito”, ouvimos e tentamos entender e responder com delicadeza. E existem situações, como essas, que a crítica e os comentários ferem de tal forma que a única vontade é chorar, desabando tudo o que está afligindo. Mas Júnior consegue manter a calma, a tranqüilidade e acima de tudo, o respeito. Mesmo sabendo que a crítica é verdadeira, o que lhe fere são as palavras, a maneira como saem da boca da pessoa que lhe ataca... Mas críticas geralmente são construtivas, pena que Júnior ainda tem certa fragilidade para ouvi-las em momentos ruins...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eita saudade!



Nossa bateu uma saudade da adolescência. Daqueles momentos em que a vida não passava apenas de problemas na escola, mudanças no corpo e a nova adaptação da personalidade. Época em que a nossa maior dor de cabeça era um trabalho de filosofia sobre o Elogio da Loucura. Período em que acreditávamos que a “namoradinha de escola” era a mulher da nossa vida. Momento em que os amigos eram sempre os braços direitos e constantes em todos os nossos atos, apoiando sempre... O tempo em que realmente descobrimos as coisas que odiamos e as que gostamos de verdade. Mas daí, vamos crescendo, conhecendo novas pessoas, entrando na universidade, tendo relacionamentos amorosos sérios e nos deparamos com os problemas dos adultos, que às vezes são tão infantis... Problemas que nos fazem arrancar os cabelos e perder completamente a paciência e cometer atitudes impensáveis. Seria bem mais divertido se pudéssemos resolver esses problemas com a mesma simplicidade que uma criança resolve se gosta ou não de algo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Afastamento!

Caramba... Zilhões de dias depois, volto ao meu blog. Foram muitas coisas que aconteceram esses dias e ainda estão acontecendo... Foi a formatura (simbólica,rs), trabalhos da universidade e ensaios da nossa peça! Pois é, quinta-feira apresentaremos a peça Juro! É tudo verdade! no Aud. Central da UCB às 19:30. A peça questiona sobre as mentiras e desculpas do cotidiano de uma forma bem humorada, e nos faz refletir sobre as mentiras que estão sendo consideradas banais.
Galera pensa numa pessoa que é pura ansiedade? Sou eu! Assim que o turbilhão da apresentação passar e assim que terminar o Estágio Supervisionado II, volto a postar normalmente como de costume! Tenho muitas coisas para dizer... Anotei tudo no Palm... Altas traições, sacanagens, prepotências, aprendizados novos entre tantas coisas... Até daqui alguns dias...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Longo caminho para a felicidade




Estava refletindo aqui com o teclado sobre aquela frase que sempre aparece como sorte do dia no Orkut, acho que é algo mais ou menos como “se não podemos mudar o início temos a possibilidade de iniciar um novo final”, enfim, sei lá, reflexão um pouco vaga né? Rs, mas é algo nesse estilo. Pois bem, brincadeiras a parte, estava pensando nas coisas que acontecem justamente por um início ruim, e acabam direcionando para uma espécie de final não tão legal. Será que realmente podemos repensar tudo para não deixar as coisas terminarem de forma ruim? É complicado explicar determinadas situações quando você mesmo sequer não entende o que ainda sente... Ás vezes acreditamos que perdoamos facilmente as pessoas. Ou que tudo se resolve apenas com o perdão. No meu caso não é assim... Ou melhor, no caso do Bruno! Ele está indignado por pensar que sempre o perdão amenizará todas as dores... Será o remédio para tudo de ruim que cometeram com ele. Uma coisa é certa, sempre quem magoa esquece rapidamente e simplesmente precisa ouvir um “ta desculpado”. Pra quem foi magoado o fato de aceitar a “desculpa” nem sempre é o final e a resolução de todo o problema. As feridas e uma coisa inexplicável chamada DECEPÇÃO permanece. E o incrível é que essa tal decepção permanece de tal forma que atrapalha certas atitudes, assusta possíveis decisões e laços de afeto. Bruno atualmente está ótimo. O problema é quando esse “início ruim” teima em aparecer. E no fundo, Bruno sabe que sempre vai ser assim, afinal tudo ainda não está resolvido. Mas será possível realmente construir um novo final para todas as coisas? O que Bruno não sabe e nem imagina é que tudo isso não passa de uma espécie de pesadelo infantil que ele mesmo criou para se proteger dos erros dos outros. As mudanças sempre aparecem... Ao invés do perdão Bruno simplesmente necessita enxergar e aceitar as mudanças ocorridas, a falta de percepção do próximo e encarar todo o seu receio e passado de forma mais leve... O perdão nem sempre é o esquecimento! O perdão pra Bruno tem sido associado à recordação de memórias ruins...
"Deixei minha infância para trás
Numa cama revirada
Tudo era tão mais simples
E agora estou perdendo minha cabeça
Tentando cobrir os estragos
E curar todos os machucados
Você soube que eu os tive?"
Long Way to Happy - P!nk

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

No final, tudo não passa de uma questão de interpretação!


Como pronunciar “eu te amo”? Que pergunta estúpida! Pronuncia-se assim: E-U T-E A-M-O! Pronto! Mas para os homens e, por incrível que pareça, para algumas mulheres o “eu te amo” tem um certo controle, uma espécie de momento crucial para ser dito. Concordo, como sempre concordei, que essa não é uma frase do tipo “bom dia”, “até mais”, “que saco” que pode ser falada a qualquer momento para qualquer um. “Eu te amo” expressa tanta coisa. Nossa como estou sendo tão óbvio! É do tipo de fala que expressa o quão especial aquela pessoa é na sua vida, demonstra o quanto você é feliz ao lado dessa pessoa, entrega o quanto você está amando (deeer) e entrega de bandeja, de mão beijada para a outra pessoa o quanto você está entregue ao... Ao... Ao... Amor ué!? Ou seja, o quanto você pode ser um babaca daqui pra frente!
Assistindo um episódio de Sex and the City e ouvindo um relato de uma amiga, descobri que falar “eu te amo” antes do momento certo pode colocar em xeque muuuita coisa. Ou simplesmente assustar. Um cara que fala “acho que te amo” com 2 semanas ou menos de ficada, pegada ou seja lá qual for o nome desse tipo de relação, pode ser tido como louco! Em alguns casos, do tipo “casos desconfiados” esse “eu te amo” repentino pode ser traduzido para a linguagem dos espertos como “quero te levar pra cama”! Eis que surge o problema dessa frase tão pequena com apenas três palavras mínimas com um significado imenso...
Tem homem que possui uma dificuldade imensa em pronunciá-la. Outros, sequer sabem interpretá-la. Há alguns (na verdade muitos) que saem dizendo ela para todos como se fosse uma espécie de cumprimento: “Prazer conhecer você fulano de tal, eu te amo!” Existem outras (essa é mais as mulheres) que precisam ouvir a cada segundo, em todo telefonema, todo momento, antes, durante e depois de um beijo, do sexo, do almoço e blá, blá, blá um “eu te amo” que seja! Outros que são neuróticos com a frase; tem uma espécie de mania de perseguição, nunca irão falar “eu te amo” para mais de uma pessoa, daí ficam preocupadas com o “vocabulário” e com o que dizem e escutam, ficam assim: “Nossa fulano hoje eu te vi... Daí pensei em convidar você para... Caramba! Eu falei “eu” o q? Foi eu te vi né?”
Com sinceridade, acredito que devemos expressar o que sentimos sem nos preocupar com todo o julgamento. Desde que seja verdadeiro e independente da retribuição, o “eu te amo” consegue mover tantas coisas... Novelas das oito, Malhação e namoro de adolescentes emos que o digam! Enfim, no final das contas, como tudo no mundo, não passa de uma questão de interpretação!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Reunião de amigos


Adoro essas reuniões de amigos. Ainda mais quando são amigos que você conhece há vários anos. Engraçado como tudo modifica (ou não): as aparências, as relações, o caráter, os objetivos individuais, os objetivos que eram do grupo, os interesses, a vida material, a vida amorosa, o amadurecimento entre tantas outras coisas. Você percebe como é fantástica a vida! Há alguns anos atrás, e gostaria de destacar esses “alguns anos atrás”, pois não são tantos assim, são apenas 4 ou 5 anos... Pois bem, exatamente nesse tempo atrás pensava que as coisas seriam da forma como eu planejava e como todos os meus amigos sempre comentavam. Mas aí você percebe que nem tudo acontece como planejamos... E outras coisas, bem, elas simplesmente vão acontecendo conforme a vida... Uns amigos que somem e aparecem do nada; outras que engravidam (feliz); outros que não mudam (ou mudam, prefiro achar que não mudam); outras que ficam noiva (feliz); outros que vão namorando e terminam, e namora de novo; outros que sempre falaram e defenderam uma coisa no passado e simplesmente defendem outras atualmente; e alguns que aprenderam muitas lições... Sei lá, é estranho explicar. A sensação que sinto, quando posso realmente me concentrar em meio há tantas coisas, é como (e realmente!) o tempo modificasse muita coisa nos surpreendendo e assustando com as suas surpresas. Será que Deus já tem tudo planejado para a nossa vida? Ou será que mesmo com os planos Dele vamos modificando as coisas conforme o nosso livre arbítrio?
Caramba! Realmente viramos adultos?!

Foto: Tema Reunião de Amigos, Artista Contemporâneo Marcos Oliveira.