segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Longo caminho para a felicidade




Estava refletindo aqui com o teclado sobre aquela frase que sempre aparece como sorte do dia no Orkut, acho que é algo mais ou menos como “se não podemos mudar o início temos a possibilidade de iniciar um novo final”, enfim, sei lá, reflexão um pouco vaga né? Rs, mas é algo nesse estilo. Pois bem, brincadeiras a parte, estava pensando nas coisas que acontecem justamente por um início ruim, e acabam direcionando para uma espécie de final não tão legal. Será que realmente podemos repensar tudo para não deixar as coisas terminarem de forma ruim? É complicado explicar determinadas situações quando você mesmo sequer não entende o que ainda sente... Ás vezes acreditamos que perdoamos facilmente as pessoas. Ou que tudo se resolve apenas com o perdão. No meu caso não é assim... Ou melhor, no caso do Bruno! Ele está indignado por pensar que sempre o perdão amenizará todas as dores... Será o remédio para tudo de ruim que cometeram com ele. Uma coisa é certa, sempre quem magoa esquece rapidamente e simplesmente precisa ouvir um “ta desculpado”. Pra quem foi magoado o fato de aceitar a “desculpa” nem sempre é o final e a resolução de todo o problema. As feridas e uma coisa inexplicável chamada DECEPÇÃO permanece. E o incrível é que essa tal decepção permanece de tal forma que atrapalha certas atitudes, assusta possíveis decisões e laços de afeto. Bruno atualmente está ótimo. O problema é quando esse “início ruim” teima em aparecer. E no fundo, Bruno sabe que sempre vai ser assim, afinal tudo ainda não está resolvido. Mas será possível realmente construir um novo final para todas as coisas? O que Bruno não sabe e nem imagina é que tudo isso não passa de uma espécie de pesadelo infantil que ele mesmo criou para se proteger dos erros dos outros. As mudanças sempre aparecem... Ao invés do perdão Bruno simplesmente necessita enxergar e aceitar as mudanças ocorridas, a falta de percepção do próximo e encarar todo o seu receio e passado de forma mais leve... O perdão nem sempre é o esquecimento! O perdão pra Bruno tem sido associado à recordação de memórias ruins...
"Deixei minha infância para trás
Numa cama revirada
Tudo era tão mais simples
E agora estou perdendo minha cabeça
Tentando cobrir os estragos
E curar todos os machucados
Você soube que eu os tive?"
Long Way to Happy - P!nk

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

No final, tudo não passa de uma questão de interpretação!


Como pronunciar “eu te amo”? Que pergunta estúpida! Pronuncia-se assim: E-U T-E A-M-O! Pronto! Mas para os homens e, por incrível que pareça, para algumas mulheres o “eu te amo” tem um certo controle, uma espécie de momento crucial para ser dito. Concordo, como sempre concordei, que essa não é uma frase do tipo “bom dia”, “até mais”, “que saco” que pode ser falada a qualquer momento para qualquer um. “Eu te amo” expressa tanta coisa. Nossa como estou sendo tão óbvio! É do tipo de fala que expressa o quão especial aquela pessoa é na sua vida, demonstra o quanto você é feliz ao lado dessa pessoa, entrega o quanto você está amando (deeer) e entrega de bandeja, de mão beijada para a outra pessoa o quanto você está entregue ao... Ao... Ao... Amor ué!? Ou seja, o quanto você pode ser um babaca daqui pra frente!
Assistindo um episódio de Sex and the City e ouvindo um relato de uma amiga, descobri que falar “eu te amo” antes do momento certo pode colocar em xeque muuuita coisa. Ou simplesmente assustar. Um cara que fala “acho que te amo” com 2 semanas ou menos de ficada, pegada ou seja lá qual for o nome desse tipo de relação, pode ser tido como louco! Em alguns casos, do tipo “casos desconfiados” esse “eu te amo” repentino pode ser traduzido para a linguagem dos espertos como “quero te levar pra cama”! Eis que surge o problema dessa frase tão pequena com apenas três palavras mínimas com um significado imenso...
Tem homem que possui uma dificuldade imensa em pronunciá-la. Outros, sequer sabem interpretá-la. Há alguns (na verdade muitos) que saem dizendo ela para todos como se fosse uma espécie de cumprimento: “Prazer conhecer você fulano de tal, eu te amo!” Existem outras (essa é mais as mulheres) que precisam ouvir a cada segundo, em todo telefonema, todo momento, antes, durante e depois de um beijo, do sexo, do almoço e blá, blá, blá um “eu te amo” que seja! Outros que são neuróticos com a frase; tem uma espécie de mania de perseguição, nunca irão falar “eu te amo” para mais de uma pessoa, daí ficam preocupadas com o “vocabulário” e com o que dizem e escutam, ficam assim: “Nossa fulano hoje eu te vi... Daí pensei em convidar você para... Caramba! Eu falei “eu” o q? Foi eu te vi né?”
Com sinceridade, acredito que devemos expressar o que sentimos sem nos preocupar com todo o julgamento. Desde que seja verdadeiro e independente da retribuição, o “eu te amo” consegue mover tantas coisas... Novelas das oito, Malhação e namoro de adolescentes emos que o digam! Enfim, no final das contas, como tudo no mundo, não passa de uma questão de interpretação!