terça-feira, 30 de setembro de 2008

Confiança!

Desculpa se a minha forma ingênua e delicada de tratar as coisas se tornou nesse misto de arrogância e prepotência que você tanto acusa. Não sei se o grande culpado dessa mudança sou eu, ou se são todos esses aspectos mesquinhos e vazios do mundo que me tornaram assim. Um garoto que de bobo nunca teve nada, exceto um olhar de quem busca algo e que está em dúvida se é tudo isso mesmo que ele acredita. Um garoto que sempre acreditou e levantou a bandeira em defesa de valores que ao menos podia presenciar efetivamente. Valores esses, como o amor e a amizade, que o fizeram perceber que a vida nem sempre é da forma que imaginamos. Ou melhor, a vida não é da forma como imaginamos.
Esse garoto que anteriormente olhava para alguma coisa e chorava com facilidade, hoje consegue olhar para essa mesma coisa e briga por aquilo com algum fundamento. Não se comove simplesmente. Quer saber o motivo e se envolve de verdade com tudo o que observa e participa. Esse garoto que antes tinha um rumo bem definido quanto a tudo, pelo menos era assim que falava para todos, hoje simplesmente quer viver...
Vivenciar tudo o que há de bom... Fazer parte efetivamente de tudo o que sempre sonhou... Não ser apenas mais um. Não dar ouvidos para o que fulano ou o cicrano dizem a respeito disso e daquilo. Ser capaz de encarar e olhar nos olhos daqueles que lançam ameaças, críticas ou descrenças desenfreadas e dizer: VOCÊS NÃO REPRESENTAM NADA... São apenas estímulos...
Então, mais uma vez desculpa, mas arrogância e prepotência não são sinônimos de CONFIANÇA!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Questões de gênero...



Como foi apresentado na minha descrição, sou estudante de Pedagogia. Em uma das disciplinas desse semestre vamos elaborar um jogo didático baseado em algum problema educacional. O tema a ser abordado pelo meu grupo é Educação Sexual.
Diante de tantos assuntos e conteúdos que possam ser abordados a partir desse tema, optamos por desenvolver o conteúdo Relações de Gênero. Por que essa escolha? Com uma rápida leitura de um livro paradidático intitulado Seu Mota e a história da Amélia, elaborado e desenvolvido pelo MEB – Movimento de Educação de Base, e escrito por Daniel Schroeter e Ricardo Spindola – sendo o Ricardo o diretor do meu curso de Pedagogia – consegui identificar que existem várias classificações para o termo gênero. Esse termo é utilizado para classificar e refletir as diferenças culturalmente construídas entre homens e mulheres.
Conversando há dois dias atrás com a Thaís, uma amiga minha, percebi a dificuldade das pessoas em interpretar e classificar homens e mulheres. Nos baseamos quase sempre no sexo para definir todas as nossas relações. Gostaria de citar um trecho do livro para exemplificar: “Desde pequenos somos educados em função de um comportamento específico reconhecido como feminino ou masculino, brinquedos específicos para meninas e para meninos” (p. 36). Vamos construindo concepções como a submissão, as atividades do lar como sendo atividades exclusivamente femininas, e a responsabilidade da manutenção da casa e falta de sensibilidade como características exclusivas dos homens. Essas relações de gênero refletem e gerenciam as relações de poder e organização da sociedade, baseados em modelos.
Portanto, junto ao meu grupo, espero elaborar um jogo didático que possibilite refletir sobre essas relações de gênero, que possa apresentar as nossas reflexões sobre a importância de entender que certas atitudes não são naturais para homens e mulheres. Não é o sexo que determina isso, mas sim, toda uma organização cultural.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CDs

Outubro chegando e louco pra ver o lançamento do melhor cd do ano: FUNHOUSE. P!nk promete arrebentar - como sempre! - nesse seu novo cd. A apresentação de So What no VMA 2008 bombou! A mulher derrubava tudo o que via pela frente, era incêndio, cenário perfo, tinha de tudo. E detalhe, sem playback! Mais uma vez provando que isso não é pra qualquer cantora...
Estava ouvindo o novo cd das Pussycat Dolls e nuss, sem noção, muito fraquinho! Esperava algo melhor. Pensava que estaria no mesmo nível de When I Grow Up, mas não. Uma ou outra música se salva. Esperar para ver o nível dos clipes que virão desse cd...
Além disso, ainda tem o cd da Britney vindo por aí...
Mas o que vale mesmo aguardar e já se preparar para o sucesso, é nada mais nada menos que FUNHOUSE!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Só pra constar...




Só para constar, ontem fui assistir o espetáculo Curtas com Samantha Schmutz no Teatro Nacional. PERFEITO!!! Se você gosta de uma peça que é pura comédia do início ao fim, é Curtas que você precisa assistir. Samantha nos faz rir com todas as suas personagens, mas cabe o destaque para Leonina Borges, Vãnessa e Juninho Play. Pensa na personagem Vãnessa realizando o teste para ser a cover oficial da Britney Spears no Brasil? kkkk.Samantha é super talentosa, possui uma postura e desenvoltura no palco que é inigualável. Consegue arrancar gargalhadas de todos! Simplesmente fantástica!!!

Conversas de ônibus

Estava no ônibus, a caminho do serviço, quando entra dois adolescentes por volta de seus 12 ou 13 anos. Uma garota e um rapaz. Ambos com os uniformes de uma escola pública. Provavelmente estavam na 6ª ou 7ª série do Ensino Fundamental. A garota com o uniforme todo “riscado” com frases e palavras diferentes e praticamente ilegíveis. Ela começa perguntando se o garoto tinha visto a briga “cabulosa” que havia ocorrido naquela manhã na escola. E começa a narrar toda a situação: “O fulano disse que vem pra escola amanhã carregado, ele disse que não quer nem saber, vai detonar o cicrano, ele disse que vai matar ele mesmo. Eu não perco essa briga de amanhã por nada”. E assim ela continua, “e eu ainda cheguei nele pra acalmar falando que não precisava brigar, falei: porra não precisa disso, resolve na conversa com esse p.. no c.., mas ele se revoltou vei, e disse que ia me matar também se continuasse me intrometendo, daí eu parei e pronto, mas amanhã não perco essa briga.” E nisso, todo mundo ouvindo a garota narrar a briga com o maior fervor, como se estivesse narrando a vitória do Brasil sob a Argentina em uma final de copa do mundo. O amigo dela só confirmava a situação e a vontade de ver o “circo pegando fogo” e ver “o cabuloso, o sinistro” do fulano de tal ir armado para escola matar o outro.Fui ficando aterrorizado com os comentários da menina que variavam de palavrões escabrosos à palavras que representavam sua expectativa para o dia seguinte. Antes de descer do ônibus, o garoto se despede da amiga e pergunta se ela vai chegar cedo na escola no outro dia. Ela simplesmente fala em alto e bom som: “lógico que sim, você acha que vou perder a oportunidade de ver o meu ‘amigo’ morrer?” e pronto, desce do ônibus.Durante toda essa conversa entre esses dois jovens, percebendo as falas, os olhares, os gestos, me questionei sobre a educação e sobre o papel da escola. Poxa, quando a guria começou a contar todo aquele caso pensei que era mais uma situação que seria exibida pelo Linha Direta e não uma situação que vai ocorrer e está acontecendo em uma escola de Ensino Fundamental. E o engraçado, ou melhor, o mais triste, era a normalidade que a menina tratava toda aquela história, falando de morte, de um garoto espancar o outro em plena escola, das expectativas em ver um corpo estirado no chão… Muitas pessoas no ônibus olhavam esses jovens com um olhar de desprezo. Havia uma professora com um uniforme de escola particular super conceituada que simplesmente olhou para os adolescentes como se estivesse pensando “ainda bem que isso só acontece com adolescentes desse tipo, escola pública”. E outras pessoas do ônibus nem ao menos se chocavam com o que estava ouvindo.Escola, segundo um dicionário on-line seria um “estabelecimento de educação”. Observando através dessa rápida e torturante narração dentro do ônibus, pude perceber que a escola varia. Pode ser desde um ringue de luta livre e armada a um campo de manipulação. Precisamos repensar na estrutura do ambiente do escolar, desde as suas grades e muros até a formação e estrutura do grupo que compõe a equipe educacional. Ou vamos continuar ouvindo, assistindo e lendo casos de violência em bancas de jornal, noticiários e no ônibus, no curto trajeto ao seu trabalho.

Começando o E... IMPROVISO!

Bom, agora começo com o IMPROVISO, blog no qual vou postar meus pensamentos e opiniões sobre os mais variados assuntos, desde coisas tidas como futilidades a assuntos politicamente sérios e corretos. Mas que fique bem claro que em algumas vezes podem aparecer certos personagens postando aqui. Alguns que eu já conheço, e outros, que ainda estou conhecendo e conhecerei mais tarde… Espero que gostem… Afinal, planejar é importante, mas o interessante é o IMPROVISO.